The Handmaid's Tale Brasil

Review episódio 2×10 – The Last Ceremony

Já estamos a três episódios do final da temporada, não percam The Handmaid’s Tale, às 21h, todo domingo na Paramount Channel.

Spoilers a seguir.

O quão longe The Handmaid’s Tale precisa ir para nos explicar o sofrimento das personagens? Às vezes eu não consigo decidir se essa série é boa ou ruim, e apesar de tentar deixar de lado o emocional, é impossível não se comover. Sem muitas reviravoltas chocantes, essa semana focamos mais em June (Elisabeth Moss) e a reta final de sua gravidez.

Iniciamos o episódio focando em Emily (Alexis Bledel). Após a cerimônia, seu comandante sofre aparentemente um ataque do coração. Mascarando uma pequena vingança, com a desculpa de que as chances de gravidez são melhores se ela permanecer deitada, ignora o pedido de ajuda da esposa. Emily foi uma das personagens que mais mudou desde o início da série, e com justificativa para tal, depois de ser submetida a diversas situações desumanas. A notícia de que Moira (Samira Wiley) conseguiu chegar ao Canadá fez crescer, não somente em June, mas também nela e Janine (Madeline Brewer) uma pequena expectativa de liberdade.

Depois de contar à elas, June começa a sentir contrações durante as compras. Como é o costume, a aia é preparada para a chegada do bebê, junto com as outras aias, enquanto a mãe recria a experiência, junto com as outras senhoras. Serena (Yvonne Strahovski) só não estava contando que todo esse ritual seria em vão, visto que não passou de um alarme falso.
Culpa de June ou não, a protagonista acabou pagando pela situação. Depois de Serena reafirmar que ela deve permanecer longe daquela casa, June tenta convencer Waterford (Joseph Fiennes) a ser enviada ao mesmo distrito de Hannah (Jordana Blake). Ao que ele recusa prontamente, visto que todos os “benefícios” que ele concedeu a aia até aquele momento foram também para o seu próprio.

Nick (Max Minghella) e Eden (Sydney Sweeney) e seu matrimônio voltaram a ter mais relevância nesse episódio, quando Nick flagra a esposa beijando Isaac (Rohan Mead). Então, ela vê a oportunidade perfeita para confrontá-lo. Normalmente, não é o que se esperaria de uma esposa em Gilead, porém, mesmo sendo ensinada a amá-lo sob qualquer circunstância, a garota sente sua indiferença sobre ela. Apesar de implorar por seu perdão, ela não deixa de acusá-lo de ter um relacionamento com a aia, ao que ele mente, e admite ser suicídio.

De volta a Serena, não satisfeita em ter que esperar ainda mais para ter o bebê em seus braços, procura por alternativas para induzir o parto. Mesmo após todos os momentos com June, e a esperança de que a relação das duas tivesse avançado, sua vontade sobrepõe-se à tudo que passaram e os Waterfords apelam para uma resolução bruta, forçando a vinda da criança com um estupro. E por mais uma vez, a protagonista se vê naquela situação, imponente. Nesse caso, ainda mais cruel, pois não representa mais uma cerimônia, mas sim uma demonstração de poder, da parte do comandante, e de punição a aia, da parte da esposa.

Depois de ter seu corpo violado mais uma vez, June é levada por Nick à uma mansão abandonada, por ordem de Fred, onde se encontra com Hannah por alguns minutos. E é a primeira vez que a mãe tem a oportunidade de tocar a filha depois do que vimos no primeiro episódio da série. De início, a menina demonstra estar assustada, até se acostumar novamente a presença da outra, e então logo vem os questionamentos. É difícil para June, praticamente impossível, apesar de Hannah entender um pouco sobre a situação em que se encontram, ela nem mesmo consegue dizer a menina que provavelmente não a veria mais.
Logo após a despedida, um carro se aproxima e Nick pede que June se esconda. Durante a cena final, ele é levado por alguns olhos e June permanece na casa, sendo deixada sozinha, distante de tudo o que ela conhece. E nós espectadores, ficamos no escuro mais uma vez.

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